terça-feira, 25 de março de 2008

Não sinta o método


stratuscirros: inspiração nos céus da bodega | online

Não Sinta o Método

Ás vezes
Tudo
É como se não
Tivesse sido:
Nada.
Talvez
Por não termos
A noção exata
Das coisas,
Do tempo.
Esse cristal inflamável
Gás frágil.
Por desconhecermos o todo
Concluímos que somos pouca coisa.
Lodo.
Tolos miseráveis.
Pretensiosos que abominam
Meio termos em geral.
“É tudo ou nada!”
Não se encontra fechadura
Pra tantas chaves.
Tudo é (tão) sem fim!
O universo por exemplo.
E aí o mar, as estrelas,
As estrelas do mar.
(Na escola era assim).
O nada é tão pouco
Que coçamos de desejo.
Por ser nada e nem sempre valer a pena
Pra nos machucarmos
E acreditar num deus pequeno.
Por pior que seja, Deus não está
No todo, está no nada.
O nada está aí pra aliciar

Tudo são convenções bobas
De um mundo simpático.
Nada é contável
Inclusive as rugas da cara.
As coisas habitam perto...
Pra ver, não precisa
(Verdadeiramente)
Estar com os olhos abertos.
Nada é conveniente
Tudo é um absurdo
(Note! Os extremos se completam.)
Não temos certezas;
Absolutas verdades.
Há coisas melhores pra se pensar,
Mas por que será que só temos perguntas
No senso de ser tudo oito ou oitenta?
slz /2000

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